Segurança
e tecnologia das urnas eletrônicas
O processo eleitoral brasileiro é referência
mundial em agilidade na contagem e divulgação dos resultados. O sucesso se deve
à implantação da informatização e, sobretudo, da segurança do sistema.
Alguns eleitores votarão pela primeira vez por meio
da urna biométrica, ou seja, por meio das impressões digitais de um dos dedos
polegares ou indicadores de ambas as mãos. Essa tecnologia garante ainda mais
segurança às eleições. Afinal, cada pessoa tem digitais únicas, o que impede a
tentativa de fraude no momento da votação.
Outra vantagem do leitor biométrico foi
informatizar um procedimento operacional: a liberação desse tipo de urna não
mais é feita pelos mesários, mas sim pela leitura das impressões digitais do
próprio eleitor. A urna é preparada para reconhecer, verificar e
identificar apenas o eleitor previamente cadastrado.
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| Urna biométrica |
As urnas biométricas foram usadas pela primeira vez
em apenas três cidades brasileiras nas eleições municipais de 2008. Dois
anos depois, zonas eleitorais de 60 municípios em 23 estados usaram esse novo
tipo de urna nas eleições 2010.
A nova tecnologia será usada por 7,7 milhões de
eleitores de 299 municípios de 24 Estados do País nas eleições municipais de
outubro de 2012.
Primeiras urnas
Nas primeiras eleições no Brasil, as cédulas em papel com o
voto eram depositadas em bolas de cera chamadas de pelouros. Depois, vieram as
urnas de madeira, as de ferro e as de lona, até que, em 2000, se implantou o voto
informatizado, sem cédulas, com urnas eletrônicas que possibilitam a
apuração total em poucas horas.
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| Urna de madeira |
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| Urna de lona |
Atualmente, a Justiça Eleitoral conta com aproximadamente
130 computadores de
grande porte, 23 mil microcomputadores instalados nos TREs e nas 3.024 zonas
eleitorais, além de uma rede computacional
privativa, abrangendo todo o País. Essa rede interliga o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) aos TREs e estes às zonas eleitorais. Também existe uma rede
via satélite interligando 375 cartórios eleitorais de difícil acesso aos TREs.
Esse processo de informatização começou em 1986, com o recadastramento eletrônico de
aproximadamente 70 milhões de eleitores. Em 1994, foi feita, pela primeira vez,
a totalização das eleições gerais pelo computador
central no TSE.
A urna eletrônica foi criada em 1996 e foi usada
naquele mesmo ano, nas eleições municipais. Naquela primeira votação eletrônica
do Brasil, um terço
do eleitorado escolheu prefeitos e vereadores nas novas urnas em 57 cidades.
Nas eleições seguintes, em 1998, votaram eletronicamente dois terços dos
eleitores. E, finalmente, em 2000, o projeto foi implantado totalmente.
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| Urna eletrônica |
Segurança comprovada
O processo eletrônico de votação possui mecanismos que
asseguram sua confiabilidade, como a assinatura digital e o resumo digital,
técnicas criptográficas que permitem verificar a autenticidade dos dados das
urnas.
Várias auditorias e perícias realizadas ao longo dos
últimos anos confirmaram a segurança da urna. A confiabilidade foi demonstrada
também por meio de dois testes públicos, em que especialistas foram convidados
a usar técnicas para atacar a urna e seus componentes, com o
objetivo de explorar eventuais vulnerabilidades do sistema. Nenhum teste
conseguiu violar a urna e os programas.
A urna eletrônica é composta de dois
terminais, o do mesário e do eleitor. No primeiro há um teclado numérico, em
que o mesário digita o número do título de eleitor. Já o terminal do eleitor
possui teclado numérico para registrar o voto. Ali, o eleitor deve digitar o
número do partido ou candidato. Há ainda uma tela de cristal líquido em que é
possível visualizar os dados do candidato escolhido como: nome, cargo, número, partido, sexo do
candidato e fotografia.
Cada urna eletrônica tem vida útil de 10 anos.





















